RELIGIOSOS APROVEITANDO-SE DA ASCENDÊNCIA NATURAL SOBRE SEUS FIÉIS COMETEM CRIMES HEDIONDOS.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
O PADRE PEDÓFILO
'Eu lutei pela cura', diz padre que acolheu acusado de pedofilia em MG
Comunidade religiosa em Três Corações recebeu suspeito de abuso sexual. Citado no filme 'Spotlight', religioso já havia cumprido pena por outros casos.
09/08/2016
Sentado no centro do salão da Comunidade Evangelizadora Magnificat, na zona rural de Três Corações (MG), padre Pedro Paulo Santos afirma que tentou ajudar o padre Bonifácio Buzzi, acusado de abusar sexualmente de um menino de 9 anos. A comunidade acolheu o religioso após ele deixar a prisão, onde já havia cumprido pena por outros abusos. Citado no filme "Spotlight", vencedor do Oscar de melhor filme e de roteiro original em 2016, Buzzi foi preso na sexta-feira (5) em Santa Catarina pela suspeita do abuso em Minas Gerais, e foi encontrado morto no presídio de Três Corações na manhã deste domingo (7).
Padre Pedro Paulo Santos, que recebeu Buzzi em comunidade de Três Corações, MG
Foto: Padre Pedro Paulo Santos, que recebeu Buzzi em comunidade de Três Corações
"Ele prometeu que não ia me decepcionar", afirma o padre Pedro Paulo. "Eu lutei [pela cura], rezei por isso, pedia pra ele celebrar comigo, oração de cura. Ele orava comigo, rezava comigo. Eu tentei com esse padre, mas não consegui.”
Padre Bonifácio Buzzi chegou na comunidade no final de novembro de 2015. Foi encaminhado por um padre de Juiz de Fora (MG), que o conheceu no presídio da cidade quando ainda era capelão, e pediu que Buzzi fosse hospedado na comunidade. Após a autorização do bispo da Diocese de Juiz de Fora, padre PP, como é conhecido Pedro Paulo, o recebeu.
“Ele tinha recebido a condicional. O bispo autorizou a estadia dele e havia permissão para que ele celebrasse missas na comunidade. Quando perguntei por que ele tinha estado preso, o padre me falou que ele teve problemas com crianças, mas eu não sabia [mais do que isso]. E se eu soubesse, eu não acolheria? Eu fico com esse drama dentro de mim”, explica padre PP.
Comunidade Magnificat, em Três Corações, onde Buzzi ficou por cerca de seis meses
Foto:Comunidade Magnificat, onde Buzzi ficou por cerca
de seis meses
“Ele pediu pra mim: 'Padre, eu sou um doente. Eu tive muitos problemas, eu saí de uma prisão, eu quero recuperar. E me indicaram a Magnificat'. Eu pensei muito naquela prostituta de João capítulo 8, que Jesus acolheu aquela mulher. Judas o que fez, Jesus não expulsou do grupo dele. Pedro traiu Jesus... Aqui é uma casa mariana, que para nós católicos é muito importante. Como um padre sério da comunidade trouxe, eu pensei: meu Deus, o papa fez um documento do ano da misericórdia, eu não posso deixar de acolher as pessoas.”
Segundo padre PP, Buzzi participava das atividades da Magnificat, instituição que trabalha para evangelizar jovens, famílias, dependentes químicos, entre outros que precisam de ajuda espiritual. Ele não rezava mais missas nos grandes eventos, e segundo padre PP, só era convidado para participar de celebrações com menos pessoas, porque ele queria voltar a exercer o ministério da Igreja.“Sentia muito conflito [nele], muita dor, muito sofrimento. Ele não era muito de sair da comunidade. Fizemos o possível”, conta padre PP.
Eu lutei [pela cura], rezei por isso, pedia pra ele celebrar comigo, oração de cura. Ele orava comigo, rezava comigo. Eu tentei com esse padre, mas não consegui."
Padre Pedro Paulo Santos, comunidade Magnificat
Mas nos últimos dias que Buzzi ficou hospedado na comunidade, padre PP percebeu que ele estava saindo muito. Ao ser questionado, ele dizia que tinha ido em Três Corações, em Varginha. “Aí eu falava pra ele que tinha que ir na missa. Ele vinha um dia, depois faltava de novo. Eu não tinha ideia de onde ele estava indo. Mas eu senti que alguma coisa já não estava muito certa”, afirma.
Buzzi havia feito dois cursos de recuperação em Belo Horizonte (MG), com regressão. No final de maio, ele chegou para o padre PP e disse que estava se sentindo melhor. Desabafou e afirmou que tinha sofrido abusos sexuais na infância. “Ele disse: Padre, eu tenho vergonha. Eu não tive outra experiência na vida’. E aí ele disse que iria pra casa dele e que o trabalho dele era unir a família, que iria lutar pela família dele”, conta PP.
Somente cerca de um mês depois, padre PP descobriria o assédio sexual. “Eu fiquei até num quadro um pouco depressivo [quando descobri]. Depois de passar tanto tempo na cadeia por isso, não imaginei [que ele faria de novo]. Hoje, eu tenho certeza, eu vi que realmente é uma doença”, finaliza.
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O crime
O abuso do padre a uma criança de 9 anos na comunidade de Três Corações veio à tona somente no dia 18 de junho, depois que uma vizinha desconfiou e mostrou para a mãe da vítima uma reportagem que denunciava a prisão do pároco de Frutal (MG), Fabiano Gonzaga, preso em junho depois de forçar um menino de 15 anos a fazer sexo oral nele dentro da sauna de um clube em Caldas Novas (GO). Na mesma reportagem, o padre Bonifácio Buzzi era citado.
Depois de indagar o menino, a mãe procurou a polícia para denunciar o padre. Conforme a delegada Ana Paula Gontijo, que investiga o caso de abuso, a mãe disse que nos últimos dias já estava ficando incomodada com a presença frequente do padre na casa. Era comum encontrar o padre assistindo televisão com o menino sentado no colo dele ou ainda embaixo das cobertas – ele dizia à mãe que não podia assistir na comunidade, para ficar na casa -, mas ela não desconfiava de um assédio.
Foto: Abuso aconteceu na zona rural de Três Corações, próximo à comunidade Magnificat
"Ela disse que achava que, primeiro, ele era um religioso, era um padre, e depois ela achava que essa carência dele, de estar sempre na casa, era por ele não ser daqui, por ele se sentir sozinho. E como ele era um padre, uma pessoa religiosa, ele ficava na casa", disse a delegada.
Para a mãe, o menino relatou que, uma vez, o padre levou ele e dois primos para uma pescaria. Ao chegar ao riacho, o padre disse que havia esquecido de levar as minhocas que serviriam de isca e pediu que os dois amigos fossem buscá-las. Ao ficar sozinho com o garoto, o padre baixou a bermuda dele.
Quando os meninos voltaram, eles teriam flagrado a cena e o padre teria dito que estaria procurando carrapatos no órgão sexual da vítima. Conforme o depoimento à polícia, o padre "colocava a boca em seu pênis ao mesmo tempo que introduzia o dedo em seu ânus".
Padre cumpria restante de pena em liberdade e foi preso em Santa Catarina
(Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação)Padre cumpria restante de pena em liberdade e foi preso em SC
Os meninos alertaram a vítima. “Eles disseram para ele não deixar o padre fazer aquilo, dizendo que aquilo era ‘bobajada’, nas palavras de criança”, completa a delegada. Ainda segundo ela, o padre dava dinheiro, brinquedos, lanterna, coisas de crianças, para que a vítima não contasse nada pra ninguém.
Busca e prisão
A Polícia Civil não encontrou o padre nos endereços em Joinville (SC) passados para a comunidade religiosa. Em um dos locais, havia uma comunidade católica e no outro uma loja. Buzzi só foi localizado após interceptação telefônica. Ao chegar em Barra Velha (SC), na sexta-feira (5), a polícia constatou que a casa da família do padre, que fica próximo a uma praia, havia sido colocada à venda.
Os policiais ligaram para o telefone que havia na placa de vende-se e foram atendidos pelo cunhado de Buzzi. Pouco depois, o padre chegou de bicicleta para negociar. Ao receber voz de prisão, ele negou tudo, mas segundo o delegado, naquele momento, uma sobrinha do padre se espantou e falou: "Tio, de novo? Você fez aquilo de novo?”.
Delegados que investigam caso dão entrevista coletiva à imprensa em Três Corações
Foto: Delegados que investigam caso durante coletiva em Três Corações
Após pedir misericórdia a Deus por algumas vezes e dizer aos policiais que precisava rezar mais, Buzzi foi preso e levado para Três Corações no sábado (6), onde foi encontrado morto, na cela em que ficava sozinho, na manhã seguinte. Ele se suicidou com uma corda feita de lençóis. Os exames do IML apontaram que a causa da morte foi asfixia por enforcamento.
A Polícia Civil informou em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (8) que irá apurar se a Igreja Católica tem responsabilidade pelo novo caso de abuso sexual envolvendo o padre Bonifácio Buzzi.
"Uma questão que não sai da minha cabeça é o seguinte: esse padre foi condenado por 20 anos com dois casos, objeto de estudo de um filme onde foi retratada a pedofilia a nível mundial. O que eu não entendo é como essa pessoa, após ficar encarcerada, como uma pessoa dessa volta para o sacerdócio", disse o delegado Pedro Paulo Marques, responsável pela prisão do padre.
No aeroporto
Pouco antes de embarcar para Minas Gerais, no aeroporto, Bonifácio Buzzi conversou com os policiais. “Ele falou que não sabe o que acontecia com ele, que toda vez que isso acontecia, dava um branco, ele não lembrava o que tinha feito. Ele disse que era doente, que ficou muito tempo num hospital psiquiátrico em Barbacena. Quando a gente perguntou qual a doença, ele não soube responder. Disse que foi pra Belo Horizonte pra tentar tratar numa técnica de regressão, mas ele não conseguiu resolver”, conta o delegado Marques.
Ao ser questionado se ele ainda era padre, segundo Marques, a resposta dele foi bem afirmativa. “Ele disse que nunca deixaria de ser padre. Que ser padre é igual ao casamento católico, onde os nubentes só se separam com a morte. Ele ainda era padre e sempre seria.”
O corpo de Bonifácio Buzzi foi enterrado na manhã da segunda-feira em Três Corações porque nenhum parente apareceu pra levar o corpo pra Santa Catarina.
Histórico de crimes e citação no Spotlight
O padre Bonifácio Buzzi foi citado no filme Spotlight como exemplo de como a Igreja Católica acoberta casos de abusos sexuais. Ele já havia sido condenado por outras duas vezes por abusos a menores. Buzzi nasceu em Rio do Sul (SC) e começou a carreira religiosa em Joinville. Ele teria saído da cidade por causa de uma denúncia de abuso, que acabou não sendo investigada. Em 1995, ele ficou em prisão domiciliar após ser flagrado abusando de garotos com idades entre 5 e 11 anos de idade.
Padre foi preso em casa em Santa Catarina (Foto: Polícia Civil)Padre foi preso em casa em Santa Catarina, na casa da família dele
Em janeiro de 2007, Buzzi foi preso em Barbacena (MG), foragido da Justiça após ser condenado em 2004 a seis anos de prisão pelo abuso sexual de um garoto de 10 anos de idade em Mariana (MG), onde era pároco. No momento da prisão, o padre havia terminado de celebrar missa num asilo de idosos.
Na Igreja Católica, o padre respondia a um processo canônico no Vaticano, que ainda não havia sido concluído. Segundo a assessoria de imprensa da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG), o padre Bonifácio Buzzi foi encaminhado para a comunidade em Três Corações para que se recuperasse e aguardasse a resposta da Igreja sobre o processo de destituição do sacerdócio, aberto pela Diocese de Mariana (MG), junto ao Vaticano.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
PASTOR SUSPEITO DE ESTUPRAR ENTEADO
Bianca Toledo e Felipe G. Heiderich casaram em 2014 (Foto: Reprodução/Facebook)
06/07/2016
Pastor é preso no Rio suspeito de estuprar o enteado de 5 anos
Felipe Heiderich está preso preventivamente em Bangu.
De acordo com a polícia, há provas que ele cometeu abusos sexuais.
Está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, o pastor Felipe Heiderich. De acordo com a Polícia Civil, ele foi denunciado pela esposa, a também pastora Bianca Toledo, por abusos sexuais cometidos contra o filho dela, um menino de cinco anos.
O pastor foi preso por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) na casa do casal no Recreio dos Bandeirantes. A prisão, ocorrida na segunda-feira (4), foi decretada pela Justiça e tem caráter preventivo, com prazo de 30 dias.
Segundo a Polícia Civil, a pastora Bianca procurou a delegacia no dia 22 de junho para denunciar o crime. Foi instaurado inquérito e reunidas provas que subsidiaram o pedido de prisão, aceito pela Justiça.
Na tarde desta quarta-feira (6), o advogado Leandro Meuser usou o perfil do pastor no Facebook para afirmar que são falsas as acusações contra o seu cliente. Segundo o defensor, “a polícia saberá investigar para ao final esclarecer a verdade”.
Advogado de Felipe G. Heiderich Segundo postou mensagem em defesa do pastor
Advogado de Felipe G. Heiderich Segundo postou mensagem em defesa do pastor (Foto: Reprodução/Facebook)
Anulação do casamento
Com milhares de seguidores no Facebook, Bianca tornou pública a prisão do marido e desabafou sobre o ocorrido, afirmando ter sido enganada. Em uma postagem em seu perfil na rede social, Bianca afirmou que já pediu a anulação do casamento.
“Posso frisar que a anulação do casamento foi iniciada e se torna legitima diante das provas de uma vida dupla e imoral . Contrária a prometida no altar e ressaltada publicamente durante todo casamento. A teologia do Felipe era perfeita, mas seu interior era uma fraude. Me enganou e enganou a todos. É triste, mas é a verdade”, afirmou a pastora em sua postagem.
'Homossexualidade latente'
O desabafo em texto acompanha um vídeo em que a pastora afirma que Felipe tentou suicídio após os abusos contra seu filho virem à tona.
“No dia em que eu o confrontei ele chegou a confirmar comigo que ele tinha um quadro de homossexualidade latente no tempo vigente do meu casamento com ele”, revelou Bianca, reiterando o desejo de anular o casamento.
Com mais de 3 milhões de seguidores na rede social, Bianca enfatizou que seu desabafo era uma forma de manter a transparência com seu público.
"Como mãe eu posso dizer que os meus últimos dias foram os piores dias da minha vida", ressaltou a pastora.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
FORÇA MALIGNA
Coletiva foi realizada para falar de estupros em Patos de Minas (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
22/07/2016
Ex-presidiário e pastor confessa estupros e alega força maligna em MG
Polícia fez força-tarefa para investigar estupros; ele admitiu cinco crimes.
Suspeito foi preso em loja de roupas após tentar abuso em Patos de Minas.
A Polícia Civil em Patos de Minas apresentou durante coletiva na tarde desta sexta-feira (22), um homem de 30 anos suspeito de cometer vários estupros nos últimos meses no munícipio. Segundo informações do delegado Luiz Mauro Sampaio, o suspeito, que é ex-presidiário e atualmente pastor, confessou cinco crimes e alegou que estava sob uma força maligna ao cometer os atos.
Ainda segundo o delegado, a polícia fez uma força-tarefa para investigar os estupros recorrentes na cidade. “Todo caso de atentado ao pudor, abuso sexual ou estupro que aparecia na delegacia nós investigávamos até o fim para saber se havia alguma ligação entre os crimes”, disse Sampaio.
O suspeito foi preso em flagrante na última segunda-feira (18), após tentar abusar da funcionária de uma loja de roupas, no Bairro Morada do Sol. “Depois da investigação, depoimentos de vítimas e análise de imagens de câmeras de segurança, foi feito o retrato falado. Nós detectamos que o suspeito poderia ser o autor dos outros crimes, porém ele negou”, acrescentou.
O delegado ainda informou que durante essa semana a Polícia Civil, junto com o Ministério Público (MP), utilizou técnicas de interrogatório que foram cedidas por agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI), de Belo Horizonte. Essas técnicas são lícitas e permitem saber se a pessoa está ou não mentindo.
Após isso, o suspeito confessou cinco estupros. Dentre eles, o de uma jovem que foi estuprada enquanto esperava o ônibus, em março deste ano, e o de outra jovem que foi violentada sexualmente na Avenida JK, no início de maio. “Há muitos outros crimes que ele é considerado suspeito. Ainda há os que as vítimas, por medo, não tenham dado queixa. A nossa esperança é que com a prisão dele as mulheres se encorajem e denunciem os abusos também”, concluiu o delegado.
O homem segue preso e as investigações de outros estupros na cidade continuam.
ABAIXO DOIS CASOS DE ESTUPRO CONFESSADOS PELO PASTOR
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30/03/2016
Jovem é estuprada enquanto esperava ônibus em Patos de Minas
Vítima contou à PM que teve a boca tampada e foi levada para matagal.
Exames que comprovaram o estupro; suspeito ainda não foi localizado.
Uma jovem de 18 anos foi vítima de estupro enquanto aguardava um transporte coletivo, na Avenida Marabá, no Bairro Bela Vista, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar (PM) na noite desta terça-feira (29). Ninguém foi preso ainda.
A vítima contou aos policiais que estava no ponto de ônibus quando foi surpreendida por um homem. Segundo a PM, o suspeito tampou a boca do jovem e a arrastou para um matagal, onde a violentou sexualmente. Após o fato, o suspeito fugiu.
A menina foi submetida a exames que comprovaram o estupro. O caso foi repassado para a Polícia Civil e ainda está sob investigação. Até a publicação dessa matéria, o suspeito não tinha sido localizado.
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10/05/2016 15h36 - Atualizado em 10/05/2016 15h36
Crimes de estupro em Patos de Minas motivam discussão na Câmara
Os crimes de estupro vêm alarmando a população de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, nos últimos meses. Pelo menos seis casos foram registrados neste ano sendo um deles na noite de segunda-feira (9), quando uma jovem de 20 anos foi violentada sexualmente na Avenida JK. Em virtude da situação, a Câmara Municipal realiza nesta terça-feira (10), às 19h, uma audiência pública com o intuito de levantar alternativas para o problema de segurança pública na cidade.
a assessoria de comunicação informou que a Prefeitura vem acompanhando os casos e que representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, responsáveis por assistir as vítimas de abusos, estarão presentes no encontro no sentido de colaborarem com o que for necessário. A reportagem também procurou a Polícia Civil para apurar sobre investigações em curso, mas não conseguiu contato nesta manhã.
Um novo caso de estupro foi registrado por volta das 22h de ontem. De acordo com as informações da PM, a vítima trafegava pela Avenida JK quando o autor a rendeu, praticou o ato em um local escuro da via e fugiu em seguida. A jovem conseguiu pedir ajuda e o criminoso ainda não foi localizado. “Está se tornando algo frequente e geralmente esses criminosos cometem os abusos em lotes escuros e com matagal. É algo que realmente está assustando a população”, comentou um morador, que não quis ser identificado.
PADRE ESTUPRA ADOLESCENTE PORTADOR DE DEFICIÊNCIA
Padre de Frutal é preso suspeito de estuprar adolescente em Caldas Novas
Crime aconteceu no último sábado na sauna de um clube. O adolescente é portador de deficiência mental. Arquidiocese de Uberaba comunicou o afastamento do padre
06/06/2016
Cristiane Silva
Um padre que atua em Frutal, no Triângulo Mineiro, foi preso nesse fim de semana em Caldas Novas (GO), suspeito de abusar sexualmente de um adolescente de 15 anos dentro de um clube no centro da cidade. A vítima tem deficiência mental. O religioso, de 28 anos, foi autuado e já se encontra em uma unidade prisional da cidade. A Arquidiocese de Uberaba divulgou uma nota sobre o caso nesta segunda-feira e comunicou o afastamento do padre.
De acordo com a delegada Sabrina Leles, titular da Delegacia da Infância, Juventude e da Mulher de Caldas Novas, o crime ocorreu na tarde de sábado. O nome do clube não foi divulgado. Vítima e suspeito estavam na cidade a passeio. O padre, acompanhado de amigos; e o garoto com a mãe, vindos de Brasília (DF).
Conforme a delegada, o adolescente entrou na sauna onde estava o padre e outro frequentador do clube. Quando o homem saiu, o religioso puxou conversa com a vítima, que respondeu algumas coisas. Após algum tempo, o garoto ficou calado e quis sair. Segundo Sabrina Leles, o adolescente contou que, naquele momento, o padre segurou a porta para impedir sua saída e o obrigou a praticar sexo oral nele. Depois do ato, o adolescente procurou a mãe. “Na hora que ele contou pra mãe e apontou o autor, ela foi até ele tirar satisfações, gritou com ele, estava muito nervosa e ele ficou quieto. A administração do clube acionou a polícia”, explica Sabrina. Os envolvidos foram levados à delegacia.
O adolescente relatou o caso à delegada com riqueza de detalhes. “O menino narrou minuciosamente para mim. Eu chamei um psicólogo que trabalha no Centro de Referência de Assistência Social. Ele está fazendo laudo de atendimento e já me adiantou que não tem a menor dúvida de que o menino foi vítima de abuso”, afirma a responsável pela investigação.
A delegada ouviu, na condição de testemunhas, um amigo e um padre que estavam com o suspeito no clube. Eles disseram que não estavam na sauna. O padre suspeito afirma que não cometeu o crime. “Ele nega que tenha abusado, mas afirma que realmente puxou assunto com o menino. Perguntei se ele notou que ele era portador de deficiência mental, ele disse que sim”, diz.
Ainda segundo a delegada, o celular do suspeito contém várias imagens de homens e jovens nus, e conversas de natureza sexual. Sabrina Leles pretende ouvir novamente o padre a respeito do material. “Como no momento do flagrante a gente não tinha acesso (às imagens) eu ainda não questionei. Mas no interrogatório afirmou que é homossexual”.
A equipe tem até 13 de junho para concluir as investigações. A delegada disse, ainda, que vai acionar a arquidiocese para oficiar o caso, com todo o conteúdo apurado, inclusive as imagens e trocas de mensagens no celular. “A postura dele, pela conversa e palavras de baixo calão, não condiz com o comportamento de um padre. Tem conversas de conteúdo sexual, aparentemente com outros padres”. O em.com.br não conseguiu localizar o advogado do religioso.
Padre é afastado
Na manhã desta segunda-feira, a Arquidiocese de Uberaba, da qual Frutal faz parte, divulgou uma nota sobre o ocorrido. A Cúria Metropolitana da cidade mineira indica que soube do caso pela imprensa e que aguarda a apuração dos fatos. A Arquidiocese também comunica o afastamento do padre de suas funções.
“Pedimos perdão por qualquer constrangimento ou dor que pudemos causar com tal fato, e esperamos que tudo seja averiguado e resolvido o mais rápido possível, para que não haja maiores constrangimentos”, diz a Arquidiocese.
Com a data de domingo, 5 de junho, o texto é assinado pelo padre Saulo Emílio Pinheiro Moraes, vigário-geral. Leia a nota na íntegra:
“Diante do caso vinculado pelos meios de comunicação e que vem sendo apurado pelas autoridades legais, sobre o Padre Fabiano Gonzaga, presbítero pertencente ao nosso clero, e o seu envolvimento em um caso de abuso sexual contra um adolescente, na cidade de Caldas Novas, no estado de Goiás, a Arquidiocese de Uberaba, vem a público para manifestar, que diante do exposto aguarda a apuração dos fatos, pelas autoridades competentes.
Como Igreja, repudiamos todo tipo de violência e abuso, nos mais diferentes níveis; e sentimos as dores daqueles que sofrem, principalmente quando envolve um dos nossos representantes. Informamos, também, que o referido padre foi privado do “uso de ordens”, pelo Senhor Arcebispo, Dom Paulo Mendes Peixoto, ou seja, não tem jurisprudência para presidir ou administrar qualquer sacramento. Sendo vedado o exercício do ministério presbiteral ou qualquer outro encargo eclesiástico, por tempo indeterminado para apuração dos fatos.
Pedimos perdão por qualquer constrangimento ou dor que pudemos causar com tal fato, e esperamos que tudo seja averiguado e resolvido o mais rápido possível, para que não haja maiores constrangimentos”.
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